A Guerreiros começou a crescer rapidamente, pois com a união das torcidas cada vez mais sócios surgiram. A partir dos anos 70 com a entrada de Leonel Almeida Martins de Oliveira na presidência do clube, o Guarani cresceu muito na parte futebolística, onde em todos estes anos fez campanhas magníficas e que o time colocava medo em qualquer time de capital. O clube cresceu muito também na parte do patrimônio, mas o torcedor não liga muito para isso, apenas os sócios.
Como o Guarani começava a se destacar no cenário futebolístico do país e seu clube que até 1970 não era lá grande coisa, começaram a melhorar e muito, os torcedores cresceram e começaram a aparecer. O número de sócios que era de aproximadamente 2.000, subiu para mais de 20.000 e o nome do clube foi espalhado como um dos melhores de Campinas.
Com esse crescimento a torcida começou a crescer também. Com 1 ano na ativa, a Guerreiros já despontava e era a maior torcida do interior, com 1 ano e meio a Guerreiros deslanchou. O Guarani conquistou o Brasil, e a Guerreiros estava lá, sendo a maior torcida, sua faixa pode ser observada em todos os jogos.
Com isso a torcida bugrina começou a crescer também e conseqüentemente a Guerreiros foi no embalo. A Guerreiros em 1978 foi a todos os jogos do Guarani dentro e fora do Brinco, sempre com mínimo de um ônibus. Neste ano com a comemoração do título, a Guerreiros realizou caravanas gigantescas e fez a festa no estádio.
Na partida de ida para o Morumbi, contra o Palmeiras, a Guerreiros, fretou todos os ônibus de Campinas e região, um total de 360 ônibus, além de carros e pessoas que foram por livre e espontânea vontade, num total de 25.000 bugrinos, praticamente dividindo o estádio do Morumbi, tendo lotado 2 gomos superiores do estádio.Esta caravana foi a 3A maior da história.
O Guarani ainda realizou boas campanhas que fizeram com que a Guerreiros marcasse presença fora do Brasil! Em 1979, o Guarani ficou em 3O lugar da libertadores, onde a Guerreiros fez caravanas de carro, ônibus, avião, e todos os meios de transporte.
O Bugre ainda foi campeão da taça de prata de 1981, ganhando mais prestígio no futebol nacional. O Guarani também foi vice-campeão da copa dos campeões de 1982 e terceiro colocado do brasileiro de 1982, tendo neste ano feito o recorde de público no Brinco com 52.002 pagantes e aproximadamente 5 mil não pagantes. Com isso o Guarani ficou evidenciado no futebol, no começo achavam que era apenas uma coisa rápida que ia durar um ano, apenas uma fase boa, só que em 4 anos o Bugre praticamanete dominou o Brasil, e assim foi durantes os outros anos seguintes.
A Guerreiros já estava sendo respeitada no Brasil e no mundo como uma das maiores e mais organizadas torcidas. A Guerreiros ganhava espaço no Brinco, seus interantes conseguiam cargos no Guarani e estava sempre presente no Brinco. Com isso, a diretoria deu uma sala para que fosse a sede da torcida, esta sala existe até hoje, e tem um símbolo da Guerreiros pintado nos azulejos da parede.
Esta sala fica em baixo das vitalícias e pode se vista pelas suas janelas. Uma fato interessante de se lembrar e até engraçado é que mais ou menos em 1982, surgia uma torcida, a serpinto, que foi inspirada na Guerreiros. As bichas lá de cima queriam fazer uma torcida igual, mas nem chegaram perto, e não tem como falar que não se inspiraram, pois até o lema deles é “Força Independente”, igual ao lema da Guerreiros. Poucos anos depois, alguns integrantes dessa torcida, vieram até o Brinco e tentaram incendiar a sede da torcida, tacando panos e jornais com fogo para dentro da sala, mas como são burros e ignorantes, sua idéia não deu certo.
Coincidentemente, na mesma noite, a Guerreiros mostrou ser uma família muito unida, em pouco tempo, se juntou uma grande massa bugrina que subiu no chiqueirão, na sede da serpinto e quase queimaram tudo o que tinha lá. No dia seguinte, uma reunião decidiu que a sala continuaria a ser a sede, mas os materiais ficariam guardados numa sala do ginásio de bochas (atual alojamento de jogadores amadores).
O Guarani continuou apresentando boas campanhas, até que em 1986, chegou a mais uma final. Novamente a do brasileiro, onde foi derrotado pelo São Paulo. No jogo de ida, no Morumbi, a Guerreiros fez a 2a maior caravana de todos os tempos, levando cerca de 30.000 bugrinos ao Morumbi, 5 mil bugrinos a mais do que em 1978. Mais uma vez todos os ônibus disponíveis em Campinas e região foram fretados, além de vans e carros que foram por conta própria. Os bugrinos praticamente dividiram o estádio com os 50 mil são paulinos. E no jogo de volta, o Guarani pois 40 mil torcedores no Brinco. Em 1987 o Guarani se tornou vice-campeão brasileiro após perder para o Sport. E em 1988 contra o Corinthians, fez uma caravana de 20 mil bugrinos ao Morumbi e no jogo de volta no Brinco, pois 50 mil torcedores.
A Guerreiros estava entre as 7 maiores torcida organizadas do Brasil, e acumulava um imenso número de materiais, como faixas, bandeiras e instrumentos da bateria. Os ensaios aconteciam nos treinos ou na frente do Brinco de Ouro durante a semana. Algumas torcidas que surgiam na época, se inspiraram na Guerreiros, e hoje são uma das maiores forças que existem no Brasil.
O torcedor bugrino estava confiante, com o título em 1978, o terceiro lugar da libertadores em 1979, com o vice-campeonato dos campeões em 1982, o terceiro lugar no brasileirão de 1982, o crescimento do patrimônio do clube, o vice brasileiro de 86 e 87 e o vice paulista de 88, o Guarani podia esperar outros bons resultados iguais a estes. Com essa boa fase, cada vez mais torcedores iam ao Brinco e viam o show que a Guerreiros dava, simpatizando-se com a torcida e muitas vezes ajudando-a do jeito que podiam.
O Guarani era um time muito respeitado em todo o Brasil, sempre ganhando dos times das capitais, que eram os mais fortes, mas o Guarani não via muita dificuldade em vencê-los. Enquanto isso, a Guerreiros só ganhava novos sócios, que em 1990 chegavam a ser mais de 20.000. A quantidade de faixas, bandeiras eram incontáveis. A Guerreiros organizava festas no Guarani quase todo fim de semana, e fazia caravana para todos lugares do Brasil. A Guerreiros era uma família, uma grande família, esta torcida era diferente, e respeitada por ser uma das maiores do Brasil. A Guerreiros tinha uma organização de dar inveja a qualquer um. A diretoria era muito boa e conseguia administrar a torcida sem problema algum.
O Guarani passou um momento difícil em 1990 e 1991, mas logo voltou a brilhar em 1992, voltando a se destacar no campeonato brasileiro. O Guarani dominava Campinas inteira, pois a pinguela não conseguia de jeito nenhum chegar ao título, nem que fosse da terceira divisão, e eles sempre estavam em divisões inferiores, e por isso sua torcida nunca cresceu, pois isso só fazia ela diminuir e conseqüentemente a do Bugre aumentar mais e mais.
Em 1994 o Guarani fez uma das melhores campanhas em campeonatos brasileiros, ficando em 4º lugar, e neste ano a Guerreiros atingiu o seu auge, a torcida cresceu extraordinariamente, passando a marca dos 30.000 sócios. Neste ano a Guerreiros fez as melhores festas nos estádios do Brasil, sempre levando multidões e fazendo festas que deixavam qualquer um arrepiado.
Fonte: Arquivo Guerreiros da Tribo e Fernando Pereira (Historiador)
Torcida Organizada Guerreiros da Tribo