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Surge a nova Guerreiros da Tribo

Alguns problemas como brigas e violência nos estádios estavam fazendo a polícia ficar esperta e o ministério público começar a intervir nas organizadas, que sempre fizeram festas nas arquibancadas. Em 1994, as organizadas foram proibidas de freqüentar os estádios, ou seja, faixas, camisas, baterias, bandeiras e outros artifícios, não poderiam mais ser usados nos estádios. A Guerreiros continuou nos estádios, porém sem nada que viessem a dizer o nome da torcida, pois era proibido.

Em 1995 a torcida acabava de fazer uma grande quantidade de materiais, quando uma briga interna da diretoria fez com que a torcida acabasse, e deixasse saudade no torcedor bugrino, que tantos anos ficou ao lado da maior torcida do interior. A Guerreiros deixava aproximadamente 25 mil sócios. Foi difícil acreditar, mas todo bugrino, admirou muito esta torcida e pegou um afeto a ela, mesmo ela não existindo mais, todos os bugrinos sempre lembravam dela.

O Guarani ficou mais ou menos três anos sem uma torcida, um período pós Guerreiros que foi difícil de enfrentar. Surgiram algumas torcidas nesse tempo, criadas por antigos Guerreiros, mas nenhuma chegou perto da antiga Guerreiros.

Em 1999, alguns ex-guerreiros, foram até a sala onde era a sede da torcida no Brinco para ver o que havia sobrado. Havia muito material, como faixas, bandeiras, bandeirões. E etc. Mais de 90% dos materiais encontrados lá, não tiveram salvação. Pouquíssimas faixas e bandeiras resistiram. Com a umidade e o tempo, as coisas apodreceram, as faixas mais velhas sobreviveram e as bandeiras que foram feitas em 1995 também.

Em 2004, a Guerreiros voltou, e quer novamente ser a maior torcida do interior do Brasil. Antigos Guerreiros juntam-se com novos Guerreiros para formar novamente a Guerreiros da Tribo. Em seu primeiro jogo já levou faixas de incentivo, bateria e muitos torcedores de volta ao Brinco. Com uma nova diretoria, a Guerreiros está bem estruturada e organizada, para novamente ter seu título de maior do interior. Enfrentamos algumas dificuldades, mas para a força independente, nada é mais forte do que o amor pelo Guarani. A Guerreiros faz todo fim de semana uma festa, para unir seus sócios e bugrinos para uma confraternização, para que possa aumentar mais ainda a família Guerreiros.

Novas faixas estão sendo feitas, instrumentos comprados, bandeiras produzidas, unindo-se ao material antigo. Muitas festas, confraternizações estão ajudando a torcida além das pessoas que estão pagando em dia a mensalidade, que é o que sustenta uma torcida para que ela possa crescer e ajudar seu time.

Todas estas pessoas que fizeram com que a Guerreiros crescesse para ajudar o Guarani tem que ser muito respeitadas, porque se não fossem elas, o Bugre não seria do tamanho que é hoje. Elas fizeram muito pelo Bugre, gastaram seu dinheiro, seu tempo, lutaram muito para o bem do Guarani, pois para elas nada é maior do que o que elas sentem pelo Bugre. E contar aqui o que elas fizeram pelo Guarani, não daria, pois é muito mais do que se pode imaginar. Quem imaginaria um dia que um clube fundado por garotos em uma praça pudesse um dia ganhar o Brasil, e ainda mais quem imaginou que uma torcida de um clube do interior pudesse chegar ao ponto que chegou.


Fonte: Arquivo Guerreiros da Tribo e Fernando Pereira (Historiador)

Torcida Organizada Guerreiros da Tribo